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Profissional

Conheça o primeiro grupo de pesquisa de Psicoterapia Assistida por Psicodélicos do Brasil.

Instituto Phaneros

Em breve iniciaremos uma formação especializada para profissionais de saúde (médicina, psicologia, enfermagem, psicoterapia, entre outros) para atuar em pesquisas e se preparar para a prática destas terapias no futuro, conforme forem regulamentadas em acordo com resultados de pesquisas sobre segurança e eficácia, de acordo com critérios internacionais. No momento, temos um curso sobre Psicodélicos e Saúde Mental para profissionais de saúde, que contém módulos gravados e reuniões exclusivas semanais. Para se matricular clique aqui.

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Perguntas frequentes

Abaixo estão respondidas algumas dúvidas frequentes, caso tenha uma outra pergunta, utilize a caixa de mensagem no formulário de contato.
- O que é a psicoterapia assistida por psicodélicos?
É o uso terapêutico de substâncias psicodélicas produzidas seguindo as boas práticas de fabricação (BPF), utilizadas por profissionais certificados em protocolos cientificamente testados e validados, sempre acompanhando os pacientes durante os efeitos agudos.
- O que são os psicodélicos?
São psicoativos que temporariamente modificam a função cerebral e alteram o estado de consciência, propiciando acesso a memórias, eliciando emoções e modificando o raciocínio. São triptaminas ou fenetilamidas que modulam o sistema serotonérgico no sistema nervoso central e periférico. Os psicodélicos clássicos (LSD, mescalina, DMT e psilocibina) são substâncias de baixíssima toxicidade e agonistas do receptor 5HT2A localizado principalmente em neurônios piramidais no cortex cerebral. O MDMA (3,4-methylenedioxymethamphetamine) é uma metanfetamina atípica que atua na liberação e recaptação de serotonina, norepinefrina e dopamina.
- As substâncias psicodélicas são proibidas?
Sim. As substâncias psicodélicas em sua forma molecular são todas controladas internacionalmente, incluindo no Brasil, onde o controle fica a cargo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Algumas das plantas que as contém estão sujeitas a controles especiais, como no caso da ayahuasca no Brasil, atualmente autorizada para fins religiosos. O controle sob as substâncias psicodélicas impede a fabricação, distribuição e comercialização em geral, mas autoriza o uso em casos específicos de pesquisas científicas sob autorização prévia.
- Se são substâncias proibidas, elas não deveriam fazer mal?
Não necessariamente. Hoje é sabido que o risco das drogas para a saúde não condiz com sua classificação política em legalizadas (álcool e cigarros, por exemplo, causam muitos males, inclusive a dependência química) ou proibidas (maconha, psicodélicos). Na verdade, a história mostra que já havia informações científicas sobre potenciais terapêuticos nos anos 1950 e 1960, e a proibição acabou por dificultar muito a pesquisa científica. Hoje os psicodélicos são controlados pela ANVISA e este controle permite a realização de pesquisas científicas para melhor elucidarmos os riscos e benefícios. Os estudos atuais tem indicado que os psicodélicos são seguros para uso supervisionado em consultório e com relevante potencial terapêutico.
- Quais as evidências científicas sobre potencial terapêutico dos psicodélicos?
As primeiras evidências científicas datam da década de 1950 e, após algumas décadas pouco estudados, os psicodélicos se tornaram novamente alvo de inúmeras pesquisas científicas a partir dos anos 1990. Na última década houve uma explosão de pesquisas tanto in vitro como in vivo, elucidando mecanismos de ação, potenciais terapêuticos e muito mais. Um panorama do campo pode ser livremente acessado no artigo “Psychedelic-Assisted Psychotherapy: A Paradigm Shift in Psychiatric Research and Development” de Eduardo Schenberg publicado em 2018 na Frontiers in Pharmachology.
- Já houve alguma pesquisa no Brasil?
Sim. No Brasil foram feitas algumas pesquisas terapêuticas com ayahuasca, e a primeira com um psicodélico controlado, o MDMA. Esta última foi conduzida com segurança clínica e sucesso terapêutico pelo nosso grupo, em 2018. Os resultados foram apresentados na conferência inaugural da International Society for Psychedelic Reaserach que aconteceu em New Orleans, EUA, em 2019 e o artigo científico já está submetido para publicação.
- Posso utilizar psicodélicos em meu consultório?
Não. Atualmente o uso terapêutico de psicodélicos, incluindo MDMA, psilocibina e ayahuasca, entre outros, só pode ser realizado mediante autorizações especiais para pesquisas científicas.
- Existe algum curso sobre o uso terapêutico de substâncias psicodélicas?
Sim. Lançaremos o primeiro curso específico no Brasil em 2020, visando treinar profissionais habilitados a atuar na expansão das pesquisas no Brasil. No exterior já existem cursos, tanto nos EUA quanto na Europa. Nossa equipe é o único grupo Brasileiro já certificado nos EUA pelo método da MAPS.
- Como faço para me inscrever no curso?
Em breve informaremos todos os requisitos para participar da formação de Psicoterapia Assistida por Psicodélicos. Você pode se inscrever em nossa lista de espera para receber em primeira mão essas informações e integrar a primeira turma em 2020!
- Como faço para participar de pesquisas?
Se você quer atuar como terapeuta ou médico atendendo pacientes conosco, você deverá antes completar nosso curso de formação. Entre já na lista de espera para primeira turma em 2020!
- Psicodélicos viciam?
Não. As substâncias psicodélicas não estão associadas à dependência química, sendo raríssimos ou inexistentes casos de pessoas viciadas nessas substâncias e internadas para tratamento, como é notório para crack, cocaína, cigarro e álcool, entre outras. Entretanto os psicodélicos podem ser abusados (em frequência ou dose), e não são incomuns relatos de efeitos adversos relacionados ao uso recreativo em ambiente não controlado.
- Psicodélicos são neurotóxicos?
Não. Foi constatado que as pesquisas que indicavam neurotoxicidade provocada pelo consumo de psicodélicos continham falhas metodológicas importantes, e vários artigos já foram retratados. Pesquisas modernas mostram que os psicodélicos são substâncias bastante atóxicas para o DNA e para o tecido nervoso e podem até estimular plasticidade neural e neurogênese.
- Quando haverá algum psicodélico aprovado para uso medicinal?
O FDA, órgão do governo dos EUA que regulamenta medicamentos, conferiu ao MDMA e à psilocibina o status especial de “breakthrough therapy”, permitindo a aceleração dos trâmites legais e burocráticos para a finalização dos estudos clínicos. A previsão atual é que o primeiro tratamento a ser aprovado será o uso da psicoterapia assistida com MDMA para tratamento do transtorno de estresse pós traumático (TEPT), que nos EUA deve ser regulamentado entre 2021 e 22.
- Vocês tem autorização para uso destas substâncias?
Sim. Em 2016 obtivemos nossa primeira autorização para o MDMA (estudo finalizado) e em 2018 para psilocibina.
- Como são administrados os psicodélicos?
Com raras exceções, as substâncias psicodélicas são ativas por via oral e em pesquisas e tratamentos são administradas em cápsulas manipuladas em farmácias com autorização especial para substâncias controladas.
- Quanto tempo duram os efeitos?
Os efeitos duram algumas ou várias horas, a depender da substância e de fatores não farmacológicos, como genética, personalidade, transtorno e estado emocional do paciente. Os efeitos mais duradouros podem chegar a 12 horas e os mais curtos entre quatro e seis horas.
- O paciente toma sozinho?
Não. O uso seguro deve sempre ser supervisionado e nos protocolos de medicina psicodélica em fase de pesquisas o paciente recebe a medicação no consultório e permanece sob supervisão até o final dos efeitos, podendo ainda permanecer para pernoite e observação na manhã seguinte.
- Quantas administrações cada paciente necessita?
Varia entre uma única e algumas poucas. Em geral as sessões medicamentosas são precedidas por sessões de psicoterapia preparatória e seguidas de sessões de psicoterapia integrativa.
- O que é a psicoterapia assistida por psicodélicos?
São formas de psicoterapia que intercalam sessões sem psicodélicos e sessões utilizando psicodélicos acompanhados por músicas evocativas. Com isso busca-se resultados mais rápidos, seguros e eficazes do que os disponíveis atualmente no mercado. Pesquisas atuais indicam cerca de 70% de eficácia em pacientes considerados graves, sem ocorrências de eventos adversos graves.
- Quais os efeitos no cérebro?
Os principais psicodélicos se ligam ao receptor metabotrópico 5-HT2A, localizado principalmente em neurônios piramidais no córtex cerebral. Com isso desencadeiam uma série de alterações eletrofisiológicas principalmente caracterizadas por redução da potência da banda alfa no córtex visual na região occipital e modificações de potência de outras frequências cerebrais em diversas regiões cerebrais. Estudos de neuroimagem, especialmente ressonância magnética funcional (fMRI) apontam efeitos proeminentes na redução de conectividade intra redes cerebrais e aumento da conectividade entre redes cerebrais. Em especial podemos destacar redução na atividade da rede cerebral de modo padrão, ou default-mode network (DMN).
- Quais os efeitos e riscos em outros órgãos e sistemas?
Com excessão da ibogaína, um alcalóide com potencial de causar arritmias cardíacas, os psicodélicos como ayahuasca, psilocibina/cogumelos e MDMA são de baixa toxicidade, especialmente quando fabricados com controle de qualidade, administrados em dose bem definida e em poucas sessões, não apresentando grandes riscos cardíacos, hepáticos ou renais.
- Preciso ser médico para me tornar terapeuta?
Não. Apesar dos médicos deterem, por lei, prerrogativa exclusiva para prescrição de medicamentos, a medicina psicodélica é realizada por equipes, combinando medicamento e psicoterapia, possibilitando a participação de diversos profissionais de saúde como psicólogos, terapeutas e enfermeiros, entre outros.